quinta-feira, 19 de abril de 2012
quarta-feira, 18 de abril de 2012
acaso e medo: os unicos que me suportam. eu me sinto forte porque sei que sou. mas quando olho a mobilia do lado, a mancha do copo de cafe que voce deixou ha um mes continua la. e se eu decido ir, e como se recebesse ainda o seu abraco; o mesmo estranho e desconfortavel abraco. entao me vem uma certeza - nao era aquele o meu lugar. nunca foi. podia ser que ele se tornasse o meu lugar, se desde o primeiro dia tivesse nos inspirado uma noite de amor daquelas. mas inves disso, houve uma noite, nao de amor. nao cabe em mim o que aconteceu; se voce perguntar eu nao lembro. mas depois voce foi pro seu lugar novo e eu pro meu de sempre. recompensei a mim mesma com um abraco e voce... voce ainda estava la. e ficamos parados e longe, um do lado do outro, porem, mais longe do que aqui e la, um longe de nao estar nem aqui nem la - um longe de qualquer lugar menos aqui. e pensando, pensando demais. noites como aquela so deveriam acontecer uma vez. porque aquela poltrona velha eu queria mesmo era jogar fora... mas vou deixar que isso tambem passe. vou parar de tentar entender. parar de me culpar, de me sofrer e esganar. pronto.
terça-feira, 17 de abril de 2012
que o medo nao te traga sofrimento e que mesmo o sofrimento nao te torne amargo. que possas conhecer a beleza do medo, e que ele te leve e te guie e te cerque e se mostre a melhor das drogas. que possas entender que cada um tem o proprio tempo de entender porque nem todos estarao prontos - isso tambem nao quer dizer que eles sao fracos. mas o medo salva; e o medo e uma graca, uma divindade... tu vais saber. o que eu posso te dizer, somente, como um bom amigo, nao como um sabio ou pessoa mais velha, e, simplesmente: "vai", "vai pra onde o medo apontar". amen.
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