terça-feira, 3 de setembro de 2013
nao e como um conto de fadas, mas poderia. a tua boca entreaberta me da sede e faz salivar. ja passamos do ponto da perfeicao. quebramos a barreira de nao sermos. agora inves de longos silencios entre beijos e olhares, existe uma imensa vontade de cuidar das pequenas estranhezas. eu cuido as suas, voce das minhas. eu te olho pensando se isso e mesmo verdade, se nao e um sonho, se estamos mesmo aqui um pro outro. voce com esse olhar de menino. tao sincero, sem marcas, sem receios. como se nada pudesse magoar. tao aberto. voce me traz de volta esse olhar, e eu posso agora ver a mim mesma. assim, estamos pontificando. nossos atomos se ligam como hidrogenios. eu comeco a desconfiar que dessa vez e de verdade. juntos. olhando pra voce eu acredito: aconteceu.
terça-feira, 20 de agosto de 2013
não ando só. eu vivo cercada de coisas que invento. gosto de pensar no que seria se fosse assim, ou pra que é que serve isso, ou de onde vem. às vezes, também, pensar, absolutamente, não me ocorre. eu somente sou. eu fui por um grande trecho da minha breve existência. fui me saíndo, até virar folha seca, e encostada numa pedra, apodreci no verão. havia esquecido o velho hábito de escutar as palavras que vinham, e aceitar simplesmente, como um presente. deixei de ser natural. mas o sopro de Deus me pôs de volta à correnteza. porque não há natureza sem Deus, e não há natureza sem tentativa. e tudo que é vivo não é só o resultado de uma tentativa que deu certo ou que ainda não deu errado, mas que, depois de tudo, ainda perseverou. eu divaguei tantas vezes que me perdi no caminho. mas esse trecho em que agora me encontro, tem muito mais clareza e fluidez. não ando só porque não ando mais. eu me sinto como se estivesse flutuando. um dia eu sei que vou virar mar.
Eu queria evoluir pra planta:
Viver banhando ao sol
Só me assustar com brisa
Criar passarinhos
Queria ser passarinho:
Me jogar de abismos invisíveis
Enganar o vento
Espalhar sementes por aí
Passarinhos são como Deuses
Uma vez nasceu um pé de pimenta no jardim
Ninguém sabe de onde veio
Até que um dia se foi
Só podia ser bênção
Viver banhando ao sol
Só me assustar com brisa
Criar passarinhos
Queria ser passarinho:
Me jogar de abismos invisíveis
Enganar o vento
Espalhar sementes por aí
Passarinhos são como Deuses
Uma vez nasceu um pé de pimenta no jardim
Ninguém sabe de onde veio
Até que um dia se foi
Só podia ser bênção
terça-feira, 11 de junho de 2013
Ninguem jamais conseguiria bater mais forte, derrubar tao fundo, causar tanto desconforto quando um ex grande amor. Ninguem poderia causar mais receio, trazer tanta desonra, fazer tanto estrago. Eu fui levada ao limite, por isso ja me sinto privilegiada. Embora entenda tudo que fiz de errado: tanta coisa perdida no silencio, olhares nao correspondidos, apertos de mao negados, segredos sem chave e sem fechadura... Fica pra sempre o misterio do que seria. E aquela presenca sombria e doente, talvez ainda tenha algo de bom - nao pode haver nada pior.
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